6 cuidados essenciais nas clínicas odontológicas para um atendimento seguro

Médicos e enfermeiros não são os únicos profissionais da saúde diretamente expostos ao coronavírus. A pandemia impactou também o trabalho realizado pelos dentistas.

Durante o atendimento, o profissional precisa ficar muito próximo ao paciente. Assim, não é possível manter uma distância de um metro e meio, por exemplo.

Desta forma, medidas preventivas foram aplicadas ao setor em todo país. Muitos estados optaram por manter apenas atendimentos de emergência e urgência, caso de Minas Gerais, por exemplo.

Com a flexibilização da quarentena, casos eletivos voltam aos poucos para os consultórios. Agora a preocupação é de como preparar o ambiente e se paramentar para um atendimento seguro.

Pensando nisso, listamos 6 cuidados essenciais que as clínicas devem adotar para receber seus pacientes. Acompanhe.

1) Organização do atendimento
Visando evitar aglomerações nas clínicas, é imprescindível que a consulta seja agendada previamente.

Esse tipo de procedimento já era algo comum antes da pandemia, porém, foi reforço e sofreu algumas alterações.

Como sugestão, os dentistas devem priorizar pacientes em listas de esperas ou que já estavam em tratamento anterior a pandemia.

É importante que os atendimentos ocorrem de maneira reduzida com maior intervalo entre os horários. Por período, você pode atender a 3 pacientes eletivos, fora os casos de urgência e emergência, por exemplo.

A ideia é evitar o contato entre os pacientes enquanto aguardam para serem atendidos, como ocorria antes da COVID-19.

Também permite a equipe executar os procedimentos de prevenção e controle da infecção no ambiente.

Outra recomendação é realizar o máximo de procedimentos possíveis com cada paciente, diminuindo a necessidade de retornos e novas consultas.

2) Cuidados com os pacientes
Para garantir a segurança dos demais pacientes e de toda a equipe, é necessário uma triagem prévia antes de consulta.

A triagem deve ser detalhada com aferição da temperatura e o descarte de sintomas respiratórios — tosse, desconforto para respirar e dores de garganta, entre outros.

Caso o paciente apresente qualquer sintoma ou esteja febril, o procedimento agendado deve ser remarcado.

Na recepção, as cadeiras devem apresentar distanciamento mínimo de um metro. E o chão deverá ser demarcado em pontos onde podem formar filas.

Se não houver necessidade, reforce ao paciente para não ir acompanhado. Há exceções, como em casos de atendimento pediátricos ou para portadores de necessidades especiais.

Todos os pacientes e seus acompanhantes devem vir de máscara e higienizar as mãos com álcool gel 70%. O produto deve ficar disposto na recepção para uso dos pacientes e também da equipe.

A máscara só poderá ser retirada pelo paciente durante seu atendimento.

A clínica pode ainda fornecer ao paciente gorro descartável e óculos de proteção para uso durante a consulta. O óculos é reutilizável, por isso precisa ser desinfectado conforme orientações do fabricante.

3) Precauções com os profissionais
Tanto a equipe de apoio, quanto os dentistas, precisam de paramentação adequada para atuar neste momento.

Alguns EPIs são de uso rotineiro em consultórios, outros entram como reforço preventivo ao coronavírus.

É indicada a remoção de adornos (brincos, relógios, pulseiras, etc.) durante o atendimento. Além de manter unhas limpas e curtas, se possível sem esmaltação.

Os calçados devem ser fechados até o dorso do pé e ter sola antiderrapante.

No ambiente clínico, o dentista e profissionais de apoio devem utilizar:
Gorro descartável;
Máscara N95/PFF2 ou equivalente;
Óculos de proteção com protetores laterais sólidos para uso individual. Este EPI pode ser substituído pela face shield (protetor facial);
Capote ou avental impermeável;
Luvas de procedimento. Para procedimentos com técnica asséptica, esta pode ser substituída por luvas estéreis.
Cada profissional deve ter seu próprio EPI para paramentação e a clínica fica responsável por fornecer os itens descartáveis.

Gorros, aventais e luvas devem ser descartados após o término de cada procedimento. Também é importante não tocar em superfícies e materiais, como maçanetas e telefones, ao utilizar as luvas.

Após o atendimento e retirada das luvas, faça a higienização das mãos imediatamente.

Além disso, o restante da equipe, como recepcionistas e seguranças, devem utilizar máscara durante todo o período de trabalho. O protetor facial também é indicado como medida preventiva.

Eles ainda passarão por triagem, aferindo a temperatura antes do início do expediente. Se alguém da equipe apresentar qualquer tipo de sintoma, deverá ser afastada por precaução.

4) Minimize o uso de aerossóis
Outro ponto de atenção são os aparelhos utilizados nos consultórios, sobretudo aqueles com aerossóis. Eles espalham sangue e gotículas de saliva no ambiente, onde o vírus pode estar alojado, aumentando assim o risco de transmissão.

É indicado utilizar o mínimo possível destes aparelhos como forma preventiva ao coronavírus. O profissional pode seguir algumas orientações:
Fazer a sucção constante da saliva utilizando bomba à vácuo ou atendimento a 4 mãos;
Utilizar raio-x intra-orais apenas quando houver extrema necessidade, pois estimulam a produção de saliva. TCs e panorâmicos podem entrar como substitutos;
Evite o uso de seringa tríplice no formato de névoa ou spray com acionamento simultâneo dos botões;
Dê preferência ao uso de gazes ou algodão para secar.
O raio de ação do aerossol durante o tratamento é de 100% quando tomada a distância de um metro. Por isso, é necessário tomar as medidas de prevenção para diminuir o risco de contaminação nos atendimento.

5) Higienização do ambiente clínico
Todo o consultório deve passar por um processo de limpeza, mas no ambiente clínico a higienização ocorre após finalizar cada procedimento.

É importante seguir uma ordem. Primeiro realizar a higienização da área menos contaminada para a mais contaminada. Depois, faça de cima para baixo e finalize de dentro para fora.

No processo, mangueiras de água e ar e também o filtro do ar acondicionado não podem ser esquecidos.

Já o biofilme das mangueiras a limpeza deve ser feita, dê preferência, com ácido paracético. O produto promove uma desinfecção em alto nível.
Produtos como quaternário de amônio e biguanida, glucoprotamina e hipoclorito de sódio a 1% são essenciais para a limpeza. O álcool 70% também deve ser usado na higienização.

Hipoclorito e álcool, por exemplo, são ideais para limpar superfícies onde há sujeira visível antes da desinfecção.

6) Desparamentação

A remoção dos EPIs é um procedimento bastante crítico para evitar a contaminação do coronavírus.

Assim como outros processos, ele também tem uma ordem adequada para seguir. Desta forma, você deve:
Remover as luvas;
O face shield ou óculos de proteção deve ser removido de trás para frente;
Para remover o capote ou avental puxe-o pelos ombros;
Máscara e gorro também são removidas de trás para frente em um único movimento;
A viseira será desinfectada, para isso você deve utilizar novas luvas no processo;
Finalize a desparamentação higienizando mãos e rosto;
Lembre-se de lavar as mãos entre cada etapa.
Estes passo a passo é feito ainda na clínica. O cuidado continua em casa, onde os profissionais devem tomar algumas medidas de segurança.

Evite tocar em superfícies antes de higienizar as mãos ao chegar em casa e também tire os sapatos antes de entrar. Depois faça a higienização do celular e óculos, caso use, com álcool 70%.

As roupas podem ser armazenadas em uma sacola dentro de um cesto separado, permanecendo ali até a lavagem. Para essa tarefa, é indicado o uso de alvejante acima de 60º.

Por fim, tome um banho e priorize a higienização de regiões mais expostas, como o rosto, pescoço, mãos e punhos.

Essas medidas de prevenção ao coronavírus são importantes para a segurança do profissional, equipe e também ao paciente.

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