UTILIZAÇÃO DA RADIOGRAFIA DIGITAL NA AVALIAÇÃO DE DOIS BIOMATERIAIS EM MOLARES COM DEFEITO ÓSSEO DE FURCA CLASSE II

BRAGA, EFB. Utilização da radiografia digital na avaliação de dois biomateriais em molares inferiores com defeito ósseo de furca classe II.Campo Grande;2015. [Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro Oeste da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul].

 

 

Objetivo: Analisar os defeitos ósseos periodontais (lesão de furca classe ll) através dos dados das imagens digitais obtidas através da técnica periapical do paralelismo e da técnica interproximal, comparando-as, na angulação de 0°, utilizando as ferramentas do Digora® Optime da Soredex. Materiais e Métodos: Para obtenção das imagens foi utilizado um aparelho de raios X da marca Dabi Atlante, onde o exame radiográfico foi padronizado para a obtenção da imagem digital com o maior detalhe, mínimo de distorção, usando o posicionador do tipo Rinn® e uma moldagem de resina das superfícies oclusais dos dentes a serem radiografados, na incidência radiográfica de 0°. O contraste e a densidade foram padronizados com o emprego do software no sistema digital Digora®, que utiliza para a captura da imagem radiográfica o sensor tipo Placa de Fósforo Fotoestimuláveis e leitora a laser. As imagens digitais foram observadas e analisadas em um monitor de computador com o software do Digora®, usando a ferramenta de densidade, após a realização da técnica cirúrgica e o preenchimento na região de furca classe II com dois tipos de biomateriais, foi feito acompanhamento do reparo ósseo através da imagem digital, inicial, 30, 60, 90, e 120 dias, para avaliarmos a qualidade da formação óssea presente na região de furca classe II, dos pacientes envolvidos na pesquisa e elaborar um melhor planejamento, utilizando, ou até mesmo indicando com base no melhor resultado. Resultados: Após o resultado estatístico, obtivemos tanto na incidência periapical e interproximal, não foi observado efeito significativo do biomaterial, nem a interação entre os fatores do biomaterial. Conclusão: Concluiu- se que na radiografia digital não ocorreram diferenças estatísticas da quantificação dos biomateriais no processo de regeneração óssea em tratamento de furca classe II.

 

 

PRESERVAÇÃO ÓSSEA ALVEOLAR COM LUMINA PTFE

Acompanhe o caso.

Clique na foto para ver detalhe do caso.

Produto utilizado no caso

A Segurança e a Previsibilidade da d-PTFE

Barreira regenerativa não absorvível e pode ser moldada gradualmente para a forma desejada e não possui memória

R$199,00

Apesar da pandemia, mercado de trabalho odontológico está em alta.

Pesquisa conclui que 82% dos dentistas estão atuando durante a pandemia

A prática odontológica continua em alta no Brasil, apesar da crise causada pela
pandemia de COVID-19. Com maior cautela durante o atendimento e um forte
protocolo de biossegurança, pacientes continuam a procura de consultórios
odontológicos e se sentem seguros com as medidas tomadas para seus tratamentos.
Profissionais do ramo precisaram aumentar os protocolos de biossegurança e se
adequar aos novos tempos, como por exemplo, com a utilização obrigatória da
máscara N95, uso de roupas de proteção, protetor facial, aventais descartáveis e
impermeáveis, etc. Além de que, cuidados como distanciar os horários de
agendamento entre um paciente e outro para que não ocorra aglomerações na sala de
espera e a diminuição de profissionais trabalhando no consultório, porém com o foco
em manter a mesma eficiência para seus pacientes.
Inclusive, para otimizar o processo, está tomando força um facilitador que já existia,
porém não era tão frequente, que é a utilização do ambiente virtual para uma préanamnese. Dessa forma o profissional pode conhecer melhor seu paciente antes da
consulta e trazer uma maior segurança a todos.
Essa ferramenta poderá se incorporar em novas práticas até mesmo após a pandemia
e sairá melhor, durante este período, quem se adaptar ao novo cenário e criar um
plano de negócios com essas considerações para que se torne um atendimento
confortável aos seus pacientes.
Vamos lembrar que é necessário, em todas as épocas, cuidados com a segurança e que
o cuidado da saúde bucal é de extrema importância inclusive por colaborar na melhora
da imunidade dos indivíduos

Faturamento real do varejo paulista atinge R$ 68,5 bilhões em novembro

Em novembro de 2019, as vendas reais calculadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) registraram um crescimento de 7,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, o faturamento real do setor atingiu R$ 68,5 bilhões.
As nove atividades pesquisadas mostraram aumento em seu faturamento real no mês: farmácias e perfumarias (10,9%); materiais de construção (10,6%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (10,3%); autopeças e acessórios (8,5%); supermercados (7,9%); eletrodomésticos, eletrônicos e L.D. (7,0%); lojas de móveis e decoração (6,8%); outras atividades (6,2%); concessionárias de veículos (3,0%).

 

 

Aumento Vertical e Horizontal com a Utilização da Membrana de PTFE na regeneração Óssea Guiada

Aumento Vertical e Horizontal com a Utilização da Membrana de PTFE na regeneração Óssea Guiada

Mario Escobar Ramos, DDS, MSc. PhD(c); Renata Brum, DDS, MSc. PhD(c).

Introdução

Para que implantes dentários sejam devidamente instalados e osseointegrados é primordial que se tenha uma quantidade óssea suficiente. Frente a limitações anatômicas caracterizadas por atrofia óssea, o aumento ósseo vertical e horizontal, por meio da regeneração óssea guiada (ROG), tornou-se uma opção de tratamento importante para viabilizar reabilitações implantossuportadas.

A aplicação ROG foi introduzida e descrita em 1990 por Buser, et al(BUSER e colab., 1990). Já os primeiros estudos histológicos em humanos demonstraram aumento ósseo vertical bem-sucedido. A partir desse conhecimento, foram desenvolvidas diversas técnicas que se utilizam de membranas como barreiras, as quais podem servir tanto para impedir o acesso de células indesejadas, bem como para permitir o acesso de células osteoprogenitoras (BENIC e HÄMMERLE, 2014). Dessa forma, é possível não só prevenir ou corrigir deficiências ósseas, como também manter ou recriar o volume ósseo necessário para a instalação de implantes.

As membranas de politetrafluoretileno (PTFE) são a primeira geração de membranas com documentação clínica adequada para ROG. O PTFE é um polímero sintético com uma estrutura porosa, que não induz reações imunológicas e resiste à degradação enzimática pelos tecidos e microorganismos do hospedeiro (BECKER e colab., 1994; URBAN e colab., 2009). Aliado à barreira física, deve-se também utilizar materiais substitutos ósseos. Nesse contexto, o osso autógeno apresenta propriedades ideais para neoformação óssea. No entanto, algumas limitações associadas a esse tipo de enxerto incluem morbidade e complicações relacionadas ao local doador, disponibilidade limitada do enxerto e reabsorção imprevisível. Dessa forma, enxertos xenógenos particulados apresentam-se como uma alternativa favorável para complementar ou substituir enxertos autógenos, pois apresentam requisitos como: biocompatibilidade; osteocondutividade; biodegradação e substituição com o próprio osso do paciente (BENIC e HÄMMERLE, 2014).

O objetivo deste estudo de caso foi expor a utilização da técnica que aliou membrana de PTFE, osso autógeno e xenógeno particulados, associados à membrana de colágeno, para ganho de volume ósseo horizontal e vertical em região posterior de mandíbula para futura instalação de implantes dentários.

Relato de Caso

Paciente do sexo feminino, 63 anos, sem complicações sistêmicas, procurou um consultório particular para colocação de implantes na região do 46 e 47. A avaliação clínica e radiográfica (Fig. 1) indicou disponibilidade óssea limitada em altura e espessura na região do primeiro ao segundo molar. Tal característica dificultaria a instalação dos implantes, tanto devido à proximidade entre a crista alveolar e o canal mandibular, quanto devido à espessura reduzida vestíbulo-lingual. O plano de tratamento foi proposto e consistiu em aumento vertical e horizontal do rebordo na área posterior de mandíbula, para futura instalação de 2 implantes.

Figura 1: Rx panorâmica e cortes tomográficos mostrando o defeito ósseo na região de mandíbula esquerda posterior, e a cercania ao nervo dentário inferior.

A paciente foi pré-medicada com amoxicilina 500 mg (21 comprimidos, a cada 8 horas, iniciando um dia antes do procedimento) e dexametasona 4mg (uma hora antes da cirurgia). Também foi instruída a realizar bocheco com solução de clorexidine a 0,12% por um minuto para desinfetar o local cirúrgico. Anestésico local foi aplicado (cloridrato de articaína a 4% com bitartarato de epinefrina 1 / 100.000) pelas técnicas de bloqueio do nervo alveolar inferior como também por infiltração local. Após a elevação do retalho e avaliação do tamanho do defeito, o osso autógeno foi colhido da região retromolar usando uma broca de trefina coletora de osso (Fig. 2-3). Para diminuir a morbidade da paciente a coleta óssea foi realizada do mesmo lado e a preparação do local da coleta foi incluída no desenho do retalho. A paciente foi tratada com uma combinação 1:1 de osso autógeno e xenógeno de origem bovino liofilizado (Criteria Biomateriais, Vila Nova Conceição, SP, Brasil) (Fig. 4) para confirmar a aceitabilidade de um material osteocondutor de lenta reabsorção no procedimento e limitar a quantidade de osso autógeno colhido necessário para o procedimento. C

Figura 2. A) vista oclusal da área recetora; B) Vista oclusal do descolamento do tecido da área recetora; C) vista lateral do defeito.

Figura 3. Osso autógeno coletado. A) vista lateral da trefina com osso autógeno coletado; B) vista frontal do osso coletado na trefina.

Figura 4. Osso autógeno + osso xenógeno 1:1. A) osso autógeno coletado, B) materiais de enxertia (autógeno no dapen), xenógeno lumina bone porous; C) osso autógeno e xenógeno misturados.

O leito ósseo receptor foi preparado com múltiplos orifícios de decorticalização, utilizando uma pequena broca perfuradora (Fig. 5). A membrana de PTFE (Criteria Biomateriais, Vila Nova Conceição, SP, Brasil) foi modificada de acordo com a anatomia óssea local, bem como de acordo ao volume do enxerto proposto. A membrana foi fixada em pelo menos dois pontos nos lados lingual com parafusos de titânio de 2.0X6mm (Neodent, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Curitiba, Brasil) (fig. 6).

Figura 5. Vista oclusal e vestibular da área do defeito ósseo com perfurações para melhorar a irrigação e nutrição do enxerto.

Figura 6. Vista vestibular da membrana estabilizada no aspecto lingual.

O enxerto ósseo composto foi colocado no defeito e a membrana foi fixada no lugar com 2 parafusos de titânio adicionais no lado vestibular (fig. 7). por cima da membrana de PTFE, uma membrana reabsorvível derivada de colágeno tipo I e III nativo (Criteria Biomateriais, Vila Nova Conceição, SP, Brasil) foi colocada para uma melhor estimulação na regeneração de tecidos epiteliais (fig. 8). O fechamento do retalho foi feito livre de tensão com suturas de pontos simples nylon 5-0 (fig. 9).

Figura 7. Vista vestibular do enxerto composto colocado na área receptora.

Figura 8. Aspecto da membrana estabilizada. A) vista vestibular da membrana PTFE estabilizada; B) vista vestibular da membrana de colágeno recobrindo a membrana de PTFE.

Figura 9. Vista oclusal do fechamento sem tensão do retalho com técnica de pontos simples.

Figura 10. Avaliação radiográfica pós-cirúrgico.

Após 14 dias de acompanhamento, O paciente não relatou dor na área receptora, e na avaliação clínica o aspecto da gengiva (fig. 11) representa o correto padrão de cicatrização.

Conclusão

A presente técnica mostrou-se como uma alternativa viável, de baixa morbidade, moderado grau de facilidade de execução e alta capacidade de resolução clínica para correção defeito ósseo horizontal e vertical em posterior de mandíbula, visando a instalação de implantes osseointegráveis.

Figura 11. Controle de 14 dias evidenciando a cicatrização dos tecidos.

Referências:

BECKER, W e BECKER, B E e MCGUIRE, M K. Localized ridge augmentation using absorbable pins and e-PTFE barrier membranes: a new surgical technique. Case reports. The International journal of periodontics & restorative dentistry, v. 14, n. 1, p. 48–61, Fev 1994. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8005770>.

BENIC, Goran I. e HÄMMERLE, Christoph H. F. Horizontal bone augmentation by means of guided bone regeneration. Periodontology 2000, v. 66, n. 1, p. 13–40, Out 2014. Disponível em: <http://doi.wiley.com/10.1111/prd.12039>.

BUSER, D e colab. Regeneration and enlargement of jaw bone using guided tissue regeneration. Clinical oral implants research, v. 1, n. 1, p. 22–32, Dez 1990.

URBAN, Istvan A e JOVANOVIC, Sascha A e LOZADA, Jaime L. Vertical ridge augmentation using guided bone regeneration (GBR) in three clinical scenarios prior to implant placement: a retrospective study of 35 patients 12 to 72 months after loading. The International journal of oral & maxillofacial implants, v. 24, n. 3, p. 502–10, 2009. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19587874>.

Mario Escobar Ramos

Mario Escobar Ramos

Cirurgião Dentista

DDS. MSc. Phd(c)- UFSC – BRASIL
Smile designer – implant surgeon 
Od. MEER

Regeneração Óssea Guiada com utilização de Lumina-Bone Cilindro

Regeneração Óssea Guiada com utilização de Lumina-Bone Cilindro

Paciente R.G., masculino, 27 anos, a anamnese ASA 1. Procurou a clínica queixando-se de problemas na prótese fixa do dente incisivo superior direito, com o surgimento de uma fístula na gengiva sobre este elemento.
Ao exame clínico constatamos, mobilidade da coroa, e fístula ativa na altura do ápice dental!
Suspeitamos de fratura radicular, logo requisitamos tomografia cone bean para confirmar a fratura e planejar os procedimentos de implantodontia.
Orientamos ao paciente limpar a fístula com clorexidina 0,12%.
Com a tomografia em mãos verificou-se a fratura radicular vertical, bem como perda óssea acentuada da parede óssea vestibular, impossibilitando a implantação imediata pós exodontia. Então optou-se por regeneração óssea guiada.
Utilizamos como material o Lumina Bone Cilindro; Lumina Bone Porous granulação fina; e membrana Lumina PTFE da Criteria.
O paciente foi medicado pré cirúrgico com Azitromicina 500 mg, um comprimido ao dia por 3 dias iniciando um dia antes do procedimento e lisador para dor de 6 /6 hrs pós-operatório.
Na ocasião da cirurgia a fístula estava cicatrizada!
Realizamos anestesia de bloqueio palatino e infraorbitário, complementada com infiltrativa fundo de sulco; retalho com dupla relaxante preservando as papilas, para visualizar completamente o defeito ósseo durante a cirurgia e o leito cirúrgico.
Remoção atraumatica do resto radicular, ampla curetagem e lavagem do alvéolo para remoção completa da lesão e ligamento periodontal.
Recortamos de acordo com a loja óssea e hidratamos o cilindro ósseo com soro fisiológico e inserimos no alvéolo. Preenchemos os gaps com osso liofilizado Lumina Bone Porous, e finalizamos o procedimento com uma membrana PTFE para completo fechamento da ferida cirúrgica e sutura com fio reabsorvível e mononylon 5.0
Paciente dispensado com orientações pós cirúrgicas e um provisório fixo adesivo.
Após 30 dias. Removemos a membrana e constatamos boa cicatrização.
Após 6 meses requisitamos nova tomografia e verificamos clínica e radiograficamente a formação ou regeneração da parede óssea perdida bem como um ótimo ganho ósseo na região.
Uma segunda abordagem, agora para inserção do implante Arcsys 03 x 13 foi instalado no local, com travamento de 45N. Optamos por não fazermos carga imediata, devido ao implante se encontrar totalmente em osso enxertado.
Caso ainda em andamento.
Confira a galeria.

Dra. Catiane Beiersdorf

Cirurgiã Dentista (UFPEL 2001)

Rio Grande do Sul – Brasil

Levantamento de seio traumático com implantes imediato utilizando Lumina Bone Porous Large associado ao PRF (referencia: caso b3)

Levantamento de seio traumático com implantes imediato utilizando Lumina Bone Porous Large associado ao PRF (referencia: caso b3)

A altura óssea inadequada na parte lateral da maxila posterior constitui uma contra-indicação para cirurgia de implante, ao qual nesta condição pode ser tratada com um aumento interno do assoalho do seio maxilar, elevando do assoalho sinusal, anteriormente denominada elevação sinusal, consistindo em um procedimento cirúrgico no qual uma porta articulada superior na parede lateral do seio maxilar é preparada e rotacionada internamente para uma posição horizontal, para que o novo piso sinusal elevado, juntamente com a mucosa
maxilar interna, criará um espaço que pode ser preenchido com biomateriais para enxertia (Bergh et al., 2000). Como resultado, a reconstrução óssea cirúrgica nessa região evoluiu nos últimos anos e hoje em dia o uso de enxertos autógenos é praticamente desnecessário e quase nunca é realizado, tanto que, para Goulart e colaboradores em trabalho proposto em 2015, hoje, o uso de biomateriais sozinho para realizar o aumento do seio maxilar tem sido relatado com sucesso na literatura científica. Em revisão sistematica proposta com Castro et al., 2017, a associação de biomateriais e fibrina rica em plaqueta, permite o aumento da previsibilidade de resultados em cirurgias com ou sem a presença imediata da instalação de implantes. 
O Caso proposto, tem como objetivo relatar a técnica que utiliza o biomaterial Lumina-Porous® no seio maxilar, associando ao uso da fibrina rica em plaquetas

com instalação dos implantes imediatos, com intuito de demonstrar as propriedades do material à luz dos resultados alcançados. 
MAS, paciente do sexo feminino, 62 anos, apresentado na clínica do curso de pós-graduação da universidade FACSET no polo do Instituto Braga de Odontologia e Pesquisa, para colocação de implantes dentários. A história do paciente

revelou ausência de dentes na maxila posterior do lado esquerdo por vários anos e o uso de uma prótese parcial removível na região. O exame clínico e radiográfico indicou a necessidade de reabilitar os dentes 26 e 27. Além disso, a altura óssea até o assoalho do seio maxilar foi de 2 mm á no máximo 2mm, com boa espessura óssea na região, e a necessidade exodontia de mais residual do 26. Foi submetida a cirurgia para levantamento de seio em técnica traumática, com a inserção de implantes de tamanho 3,75 x 11mm em substição

de cada ausência. Mediante a descorticalização da parede óssea vestibular da região, utilizando broca esférica carbide FG1, no qual, devido a atrofia óssea das regiões, realizamos a reconstrução do perfil ósseo, preenchendo e recobrindo com enxerto ósseo heterogêneo, Lumina Bone Porous granulação Large umectado com soro extraído do sobrenadante das membranas de PRF (Castro et al., 2017), seguido de recobrimento com membrana de colageno não reticulado tipo 1 e 3, Lumina Coat Double Time, em sequência submetemos a

adaptação de membranas de fibrina rica em plaquetas (PRF). Após 6 meses, realizamos a reabertura, para realização de restaurações implantossuportadas.

Conclusão

Com base na literatura, em relação ao caso clinico apresentado podemos concluir que a utilização de Enxertos ósseos de origem heterogênea, torna possível a manutenção da estrutura adjacente ao elemento dental extraído, mesmo em situações de maior complexidade para estabilidade do complexo periimplantar, mesmo em situações de atrofia severa como nas regiões posteriores de maxila.

Referência Bibliográfica
– Bergh van den JPA, Bruggenkate ten CM, Disch FJM, Tuinzing DB. Ana- tomical aspects of sinus floor elevations -Clin Oral Impl Res 2000: 11: 256–265. C Munksgaard 2000.
– Douglas Rangel Goulart, Luciana Asprino, Márcio de Moraes, Claudio Ferreira Nóia considerations on the Use of Lumina-Porous® Biomaterial in Maxillary Sinus Floor – International Journal of Biomedical Materials Research, 2015; 3(1): 1-4, Published online February 25, 2015 (http://www.sciencepublishinggroup.-
com/j/ijbmr) doi: 10.11648/j.ijbmr.20150301.12 ISSN: 2330-7560 (Print); ISSN: 2330-7579 (Online) – Ana B Castro 1 , Nastaran Meschi 2 , Andy Temmerman 1 , Nelson Pinto 1 3 , Paul Lambrechts 2 , Wim Teughels 1 , Marc Quirynen – Regenerative potential of leucocyte- and platelet-rich fibrin. Part B: sinus floor elevation, alveolar ridge preservation and implant therapy. A systematic review – Journal Clinical of Periodontology 2017 Feb;44(2):225-234. doi: 10.1111/jcpe.12658. Epub 2017 Jan 10.

Leandro Lecio

Leandro Lecio

Cirurgião Dentista

Doutorando em Periodontia – UNG
Mestre em Implantodontia – UNG
Consultor Cientifico Criteria Biomateriais

Implante Imediato e Regeneração Óssea em Alvéolo Pós Extração

Implante Imediato e Regeneração Óssea em Alvéolo Pós Extração

Autores:
Tárcio Hiroshi I Skiba  Cláudio Nóia; Bruno Sá; Lucas C Souza; Vanessa Carvalho S Silva.

Introdução

Com a finalidade de poder oferecer tratamentos mais rápidos, diminuição do número de intervenções, bem como da morbidade e do custo para os pacientes, os protocolos de tratamento em implantodontia vêm evoluindo rapidamente, possibilitando, por exemplo, cargas mais rápidas e instalação de implantes em áreas com remanescentes ósseos menos favoráveis (Papaspyridakos et al. 2014; Mangano etal. 2016).
Os procedimentos com protocolos de implantação imediata em alvéolo pós extração vêm ganhando grande popularidade (Chrcanovic et al. 2012), porém sabe-se que o preparo preciso das paredes ósseas se dá mais em região apical, enquanto o espaço coronal é preenchido principalmente pelo final da fase de cicatrização (Polizzi et al. 2000), por esse motivo, para otimizar o resultado final e evitar complicações, a realização simultânea de procedimentos de regeneração óssea se faz necessária (Cosynet al. 2010).O presente relato de caso tem como objetivo demonstrar a utilização do Lumina Bone Porous e Lumina PTFE em regeneração alveolar após exodontia minimamente invasiva e instalação imediata de implante, com a finalidade de ganho ósseo por permitir a manutenção de arcabouço e repopulação seletiva de células ósseas em seu interior, bem como ganho de mucosa queratinizada pela estabilização da barreira intencionalmente exposta ao meio bucal.

Relato de caso

Fig 1. Exame tomográfico, evidenciando o extenso defeito ósseo com
comprometimento da tábua óssea vestibular

Fig 2. Aspecto Clínico Inicial

Fig 3. Incisão para sindesmotomia e retalho
prévio ao descolamento

Fig 4. Exodontia, curetagem e descolamento
para completa visualização do defeito

Fig 5. Raizes residuais e lesão após extração
e curetagem

Fig 6. Aspecto pós exodontia e curetagem

Fig 7. Pino de paralelismo após fresagem
inicial

Fig 8. Instalação do implante imediato

Fig 9. Aspecto oclusal após instalação do
implante

Fig 10. Preenchimento prévio do alvéolo com Lumina Bone Porous,
granulação Large

Fig 11. Aspecto oclusal, após preenchimento

Fig 12. Afastamento para estabelecimento do
nicho vestibular de inserção da barreira de dPTFE

Fig 13. Barreira de d-PTFE (Lumina PTFE) após
recorte mapeado para adequada adaptação em
toda a extensão do defeito

Fig 14. Assentamento da barreira por vestibular e
complementação de enxerto ósseo com Lumina
Bone Porous

Fig 15. Assentamento da membrana de d-PTFE
por lingual

Fig 16. Estabilização da membrana através de
sutura

Fig 17. Vista oclusal da membrana de d-PTFE
após assentamento

Fig 18. Vista oclusal da membrana de d-PTFE
estabilizada por sutura e intencionalmente
exposta no meio bucal

Conclusão

A utilização de barreira de d-PTFE intencionalmente exposta ao meio bucal,
concomitante a enxerto xenógeno esponjoso demonstrou ser uma alternativa prática e
eficaz para procedimento regenerativo simultâneo a instalação de implante em alvéolo
pós-extração.

Referências

Papaspyridakos P, Chen CJ, Chuang SK, Weber HP. Implant loading protocols for
edentulous patients with fixed prostheses: a systematic review and meta-analysis.
Int J Oral Maxillofac Implants. 2014;29 Suppl:256-70. doi:
10.11607/jomi.2014suppl.g4.3. PubMed PMID: 24660202.
Mangano C, Piattelli A, Mangano F, Rustichelli F, Shibli JA, Iezzi G, Giuliani
A. Histological and synchrotron radiation-based computed microtomography study of
2 human-retrieved direct laser metal formed titanium implants. Implant Dent. 2013
Apr;22(2):175-81. doi: 10.1097/ID.0b013e318282817d.. PubMed PMID: 23493092.
Chrcanovic BR, Albrektsson T, Wennerberg A. Dental implants inserted in fresh
extraction sockets versus healed sites: a systematic review and meta-analysis. J
Dent. 2015 Jan;43(1):16-41. doi: 10.1016/j.jdent.2014.11.007. Epub 2014 Nov 26.
Review. PubMed PMID: 25433139.
Polizzi G, Grunder U, Goené R, Hatano N, Henry P, Jackson WJ, Kawamura K,
Renouard F, Rosenberg R, Triplett G, Werbitt M, Lithner B. Immediate and delayed
implant placement into extraction sockets: a 5-year report. Clin Implant Dent
Relat Res. 2000;2(2):93-9. PubMed PMID: 11359269.
Cosyn J, Vandenbulcke E, Browaeys H, Van Maele G, De Bruyn H. Factors
associated with failure of surface-modified implants up to four years of
function. Clin Implant Dent Relat Res. 2012 Jun;14(3):347-58. doi:
10.1111/j.1708-8208.2010.00282.x. Epub 2010 May 11. PubMed PMID: 20491819.

Tárcio Skiba

Tárcio Skiba

Cirurgião Dentista

Porto Velho,RO – Brasil
Especialista, Mestre e Doutorando em Implantodontia

CUSTOMIZAÇÃO DE CICATRIZADOR/OU/ PRESERVAÇÃO ALVEOLAR COMO BIOMATERIAIS E CICATRIZADOR PERSONALIZADO

CUSTOMIZAÇÃO DE CICATRIZADOR/OU/ PRESERVAÇÃO ALVEOLAR COMO BIOMATERIAIS E CICATRIZADOR PERSONALIZADO

O PACIENTE DE 46 ANOS, SEXO MASCULINO, PROCUROU ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO POR SINTOMATOLOGIA DOLOROSA NO DENTE 11. ESTE ELEMENTO DENTÁRIO POSSUIA UMA COROA METALO-CERÂMICO COM NÚCLEO ( EXAME RADIOGRÁFICO PANORÂMICO ANTERIOR). FOI SOLICITADO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CONE BEAM PARA AVALIAÇÃO MAIS PRECISA DA ORIGEM DO SINTOMA E TAMBÉM FOI ESCANEADO O ARCOS DENTÁRIOS PARA CONFECÇÃO DE GUIA CIRÚRGICA PROTOTIPADA .
APÓS, O EXAME DE IMAGENS O PACIENTE JÁ RETORNOU  PARA A SEGUNDA CONSULTA COM UM EDEMA E FÍSTULA.

O DIAGNÓSTICO DE FRATUTA FOI CONFIRMADO COM A PRESENÇA DE UMA REABSORÇÃO SIGNIFICATIVA DO TERÇO APICAL INCLUINDO UMA PORÇÃO DA TÁBUA VESTIBULAR DO PROCESSO ALVEOLAR.

O PLANEJAMNETO IFOI EXPOSTO PARA O PACIENTE, QUE CONSTAVA : DE EXTRAÇÃO DO ELEMENTO DENTÁRIO 11 COM COLOCAÇÃO DE IMPLANTE IMEDIATO ATRAVÉS DE GUIA CIRÚRGICA PROTOTIPADA, UTILIZAÇÃO DE BIOMATERIAL (LUMINA BONE GRÂNULO MÉDIO)  PARA FECHAMENTO DO GAP  E DA LESÃO ÓSSEA. A MEMBRANA DE COLÁGENO (LUMINA COAT) FOI UTILIZADA PARA SEPARAR A COMUNICÃO VESTIBULAR DA LESÃO COM O IMPLANTE E O BIOMATERIAL.

FOI PRESCRITO ANTIBIÓTICO TERAPÊUTICO PRÉVIO AO PROCEDIMENTO CIRÚRGICO (CLAVULIN 875MG DE 12/12 HORAS) 5 DIAS ANTES. NO DIA DO PROCEDIMENTO INCLUIMOS COMO MEDICAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA DECADRON 4MG 2 HORAS ANTES.

O PROCEDIMENTO CIRÚRGICO FOI REALIZADO PRIMANDO CONCEITOS MINIMANTE INVASIVOS PARA ATENUAR O PROCESSO INFLAMATÓRIO E DE REPARAÇÃO TECIDUAL. INICIALMENTE, UTILIZAMOS BISTURI OFTALMICOS SPOON BLADE 004 (LAMINAS MJK) PARA DIVULCIONAR O PERIÓSTEO VESTIBULAR PARA INSERÇÃO DE MEMBRANA DE COLÁGENO (LUMINA COAT). APÓS A UTILIZAÇÃO DA LÂMINA, FOI UTILIZADO PERIÓTOMO EXTREMAMENTE  FINOS PARA SOLTAR AS FIBRAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL E FACILITAR A EXRAÇÃO COM O FÓRCEPS.

CONCLUIDO A EXTRAÇÃO, FOI EXAUSTIVAMENTE CURETADO E LAVADO COM SOLUÇÃO FISIOLÓGICA A LESÃO PERIAPICAL E O OSSO REABSORVIDO.

A FRESAGEM ÓSSEA PARA A INSTALAÇÃO DO IMPLANTE (IMPLACIL- MAESTRO 3,5X13MM) FOI REALIZADA COM GUIA CIRÚRGICA PROTOTIPADA CONFECCIONADA ATRAVÉS DE SISTEMA CAD/CAM E IMPRESSORA 3D. POSTERIOR A INSTALAÇÃO DO IMPLANTE, FOI COLOCADO ENTRE A MUCOSA E O OSSO DA TÁBUA VESTIBULAR, A MEMBRANA DE COLÁGENO (LUMINA COAT) PARA SEPARAR O DEFEITO ÓSSEO DA MUCOSA.

COMO O IMPLANTE NÃO OBTEVE UM TRAVAMENTO ADEQUADO OU IDEAL ( 45N/CM2), POIS NO REMANESCENTE APICAL FOI CONSEGUIDO UM TORQUE DE APENAS 20 N/CM2 E JÁ PREVÍAMOS QUE TERÍAMOS QUE UTILIZAR  E PRODUZIR UM CICATRIZADOR PERSONALIZADO, PRODUZIDO ATRAVÉS DO PILAR PROVISÓRIO DE TITÂNIO  DA IMPLACIL E O MUNHÃO REALIZADO COM RESINA FLOW DA DFL.

CONCLUIDO O CICATRIZADOR CUSTOMIZADO, COM ACABAMENTO, POLIMENTO E DESINFECÇÃO, O MESMO FOI INSTALDO, SIMULTANEAMENTE, A COLOCAÇÃO DO

 BIOMATERIAL ENXERTADO (LUMINA BONE). O ENXERTO LIOFILIZADO FOI PREENCHENDO A LESÃO ÓSSEA APICAL-VESTIBULAR E O GAP ENTRE O REMANESCENTE DA TÁBUA VESTIBULAR E O IMPLANTE.

FINALIZADO O PROCEDIMENTO CIRÚRGICO COM O CICATRIZADOR OBLITERANDO E OCLUINDO O ALVÉOLO DE TAL FORMA QUE O COÁGULO E O ENXERTO FIQUE ESTÁVEL PROPORCIONANDO UMA REGENERAÇÃO DOS TECIDOS DUROS E PROTEGENDO A FERIDA E O IMPLANTE.

SOBRE O CICATRIZADOR, FOI INSTALADO UM DENTE PROVISÓRIO DE ESTOQUE ESPLINTADO COM RESINA COMPOSTA, COLADO NOS DENTES CONTRA LATERAIS (INCISIVO CENTRAL E LATERAL). O DENTE PROVISÓRIO FOI REALIZADO DE TAL FORMA QUE NÃO HOUVESSE CONTATO EFETIVO COM O CICATRIZADOR PARA NÃO INTERFERIR NA OSSEINTEGRAÇÃO.

 

 

Rodrigo Cunha

Rodrigo Cunha

Cirurgião Dentista

Porto Alegre, RS-Brasil, Especialista em Reabilitação Oral, Mestre e Especialista em Implantodontia. [email protected]
www.rodrigocunha.com.br

Minimally Invasive Aesthetic Area Tooth Removal Using Bioextractor® and Immediate  Implant Placement with Provisionalization: Case Report

Minimally Invasive Aesthetic Area Tooth Removal Using Bioextractor® and Immediate Implant Placement with Provisionalization: Case Report

Resumo

The tooth removal promotes itself a chain of reaction, leading to bone remodeling and compression of the alveolar ridge. The
technique used to extract can booth increase or decrease the amount of bone loss, even more when in the anterior area of the maxilla.
It is known that incisions and flap elevation associate with the use of traumatic devices, as elevators creates microfractures and loss
of blood supply in the buccal plate, in the other hand, minimal traumatic approaches, using vertical extractors device and flapless
technique can maintain the ridge architecture. If the minimally invasive technique is also associate with bone grafts, filling the gap
between implant and buccal plate with low rate bone substitute and sub epithelial connective tissue graft to improve the amount
of peri-implant soft tissue, the probability to achieve excellent aesthetic result is high.

This case report an atraumatic approach to
remove a fractured tooth in the aesthetic zone, using a new device to anchor and pull, vertically, the root, without compromising the
adjacent tissue. In order to decrease the morbidity of the treatment, immediate implant placement was done. The gap between the
implant and buccal plate was filled with hidroxiapatite, and the soft tissue amount increased with a connective tissue graft removed
from the palate. After 180 days, the prosthetic fase could be realized without complication or need of any surgical complement