Introdução

A extração de um dente desencadeia uma cascata de eventos biológicos que resulta na alteração da homeostase e da configuração estrutural dos tecidos periodontais (osso e gengiva)1,2. Como consequência clínica tem-se a atrofia do rebordo alveolar, que dependendo do grau de extensão, pode contraindicar a terapia com implantes osseointegrados.

Para compensar a remodelação fisiológica do alvéolo pós-extração, a técnica de preservação alveolar tem sido extensivamente utilizada, tanto em casos de instalação imediata de implantes como em casos de implantes instalados precoce ou tardiamente. A grande vantagem da técnica de preservação alveolar é reduzir ou até mesmo evitar reconstruções ósseas previamente ou durante a instalação de implantes.

Desde o primeiro relato na literatura3, várias modalidades de preservação alveolar têm sido descritas e empregadas na rotina clínica. Assim, este relato tem como objetivo descrever uma técnica de preservação alveolar com a utilização de osso xenógeno inorgânico (Lumina Bone Porous) e membrana não reabsorvível (Lumina PTFE) intencionalmente exposta em meio bucal.

Fig. 1a

Fig. 1b

Fig. 1c

Fig. 1a – Vista clínica inicial.

Fig. 1b – Corte tomográfico inicial demonstrando a fratura longitudinal.

Fig. 1c – Situação pós-operatória imediata (observar a exposição intencional da membrana de dPTFE).

Fig. 2a

Fig. 2b

Fig. 2c

Fig. 2a – Membrana exposta em meio bucal 21 dias após a realização do procedimento.
Fig. 2b – Situação clínica imediatamente após a remoção da membrana (removida após 28 dias).
Fig. 2c – Situação clínica 90 dias após a remoção da membrana Lumina PTFE

 Fig. 3a

Fig. 3b

Fig. 3a – Radiografia periapical 21 dias após a realização do procedimento.

Fig. 3b – Corte tomográfico 90 dias após a realização do procedimento.

 

Conclusão:

O preenchimento do alvéolo pós-extração com a utilização de osso bovino inorgânico (Lumina Bone Porous) e o vedamento do mesmo com o uso de uma membrana não reabsorvível (Lumina PTFE) é considerada uma maneira previsível de preservação alveolar. Salienta-se a importância de remover a membrana após um período que varia de 21 a 28 dias, conforme o grau de cicatrização do tecido mole. Ainda, o conhecimento e a correta seleção do substituto óssea é crucial para o sucesso dessa técnica.

Bibliografia

  1. Chappuis V, Engel O, Reyes M, Shahim K, Nolte LP, Buser D. 2013. Ridge alterations post-extraction in the esthetic zone: a 3D analysis with CBCT. J Dent Res. 92(12):195S–201S.
  2. Chappuis V, Engel O, Shahim K, Reyes M, Katsaros C, Buser D. 2015. Soft tissue alterations in esthetic postextraction sites: a 3-dimensional analysis. J Dent Res. 94(9):187S–193S.
  3. Osburn RC. 1974. Preservation of the alveolar ridge: a simplified technique for retaining teeth beneath removable appliances. J Indiana State Dent Assoc. 53(1):8–11.


Guenther Schuldt Filho

Guenther Schuldt Filho

Doutor em Implantodontia - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) / Universität Bern - Suíça

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