A busca constante por soluções para correção de defeitos ósseos, possibilitando a reabilitação com restaurações implanto suportadas, tornou-se comum na prática da Implantodontia, segundo Schwarz et al 2017. A possibilidade reconstrução parcial ou total da maxila e da mandíbula, bem como, das áreas doadoras, são avaliadas de acordo com a disponibilidade de osso viável, do planejamento reabilitador e do estado geral de saúde do paciente (Benic et al 2015). Para Cho et al 1998, atualmente, a utilização dos enxertos ósseos, é amplamente discutida, principalmente em relação a suas diversas origens, sendo elas autógena, homóloga, heterogênea e sintética, onde por sua vez, o osso de origem autógena, é considerado o padrão ouro, por suas caracteristicas como capacidade ostegênica, osteocondutora e menor resposta imune específica.  A observação de serias desvantagens no uso do enxerto autógeno, por sua disponibilidade, onde, a sua complexa técnica de remoção em áreas tanto intra como extra-bucal, desencadeia uma serie de aspectos que aumentam a morbidade dos procedimentos cirúrgicos, o que leva a busca por opções de outras origens, como por exemplo, o osso de origem homologa, sendo associado ou não a utilização de osso de origem heterogênea ou sintética, ou simplesmente pela utilização do osso de origem heterogênea em aplicação direta para Encarnação et al 2011.

Relato de caso

Paciente MCS, 52 anos, tem ausência dos elementos , 23, 24, 25, 26 e 27, foi submetida a cirurgia de inserção de

submetida a cirurgia de inserção de implantes em substituição de cada ausência com implantes de tamanho 3,75mm X 11,5mm. Mediante a descorticalização da parede óssea vestibular das regiões,

utilizando broca esférica carbaide FG1, no qual, devido a atrofia óssea das utilizando broca esférica carbaide FG1, no qual, devido a atrofia óssea das regiões, realizamos a reconstrução do perfil ósseo, preenchendo e recobrido com enxerto ósseo heterogêneo, Lumina Bone Porous granulação large umectado com soro extraído do 

sobrenadante das membranas de PRF (Castro et al., 2017), seguido de recobrimento com membrana de colágeno não reticulado tipo 1 e 3, Lumina Coat

Double Time, em sequência submetemos a adaptação de membranas de plasma rico em fibrina (PRF).

Conclusão

Com base na literatura, em relação ao caso clinico apresentado podemos concluir que, utilização de enxertos ósseos de origem heterogênea, torna possível a manutenção da estrutura adjacente ao elemento dental extraído, mesmo em situações de maior complexidade para estabilidade do complexo periimplantar.

Leandro Lecio

Leandro Lecio

Cirurgião Dentista

Doutorando em Periodontia – UNG
Mestre em Implantodontia – UNG
Consultor Cientifico Criteria Biomateriais