MANUTENÇÃO DO OSSO PERI-IMPLANTAR DE IMPLANTES IMEDIATOS EM ÁREA ESTÉTICA – ACOMPANHAMENTO TOMOGRÁFICO DE DOIS ANOS

MANUTENÇÃO DO OSSO PERI-IMPLANTAR DE IMPLANTES IMEDIATOS EM ÁREA ESTÉTICA – ACOMPANHAMENTO TOMOGRÁFICO DE DOIS ANOS

6 authors, including:

Guenther Schuldt Filho
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)

Daniela Peressoni Vieira Schuldt
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)

Isabella Peixoto Luna Carneiro
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)

Márcio Formiga

RESUMO
Os implantes imediatos com estética imediata apresentam diversas
vantagens frente ao tratamento tradicional com carga precoce ou
tardia. Dentre as principais vantagens, pode-se citar o menor número
de intervenções cirúrgicas e a devolução mais rápida da estética
ao paciente. No entanto, um protocolo rígido deve ser seguido para
obtenção de sucesso em longo prazo. Este relato tem como objetivo
apresentar um caso de exodontias sem elevação de retalho com
implantação imediata e estética imediata. Ainda, a manutenção do
rebordo foi realizada com a utilização de enxerto xenógeno de lenta
taxa de substituição para compensar a remodelação fi siológica da
tábua óssea vestibular.

Aumento ósseo horizontal utilizando somente biomaterial: Como realizar uma seleção apropriada dos casos e obter sucesso

Introdução:

A reposição de dentes perdidos representa tarefa
desafiadora e diversas modalidades de tratamento po-
dem ser empregadas. A instalação de implantes den-
tários representa o padrão ouro na reabilitação de pa-
cientes edêntulos. A confecção de uma prótese sobre
implante que satisfaça as expectativas de função, esté-
tica, higiene e conforto ao paciente tem como prerro-
gativa o bom posicionamento do implante, que por sua
vez é totalmente dependente da existência de estrutu-
ra óssea adequada. Em situações que o remanescente
ósseo é insuficiente, torna-se necessário o emprego de
técnicas reconstrutivas tanto de tecido ósseo quanto
de tecido gengival.
A literatura científica aponta de forma consagrada
que alguns fatores devem ser considerados na escolha
da técnica cirúrgica e do material de enxertia óssea a
ser utilizado: o tipo de defeito ósseo (altura, espessura,
ou associado), região que se encontra o defeito (arcada
superior ou inferior, em região anterior ou posterior), e
o tamanho do defeito (unitário, múltiplo, total).
No entanto, recentemente, novos fatores têm sido
apontados na literatura como de grande importância
na escolha da técnica cirúrgica e do material de en-
xertia a ser utilizado. Nesse sentido, Pelegrine et al.,
2018, apontou em seu estudo que a presença de osso
medular no interior do rebordo remanescente é de
suma importância e representa um fator determinante
na escolha pela utilização de material não autógeno
para a reconstrução desse rebordo. Já Guillen & Nóia,
2020, em Dissertação de Mestrado, observaram que,
além disso, um outro fator é essencial para a escolha
da técnica cirúrgica, a forma do rebordo alveolar rema-
nescente, que pode ser plano ou côncavo. Rebordos
planos têm seus resultados otimizados quando asso-
cia-se técnicas de osteotomias e material de enxerto
não autógeno, já rebordos côncavos favorecem a
realização de enxertos de forma aposicional/ROG
também com o uso de material não autógeno.
Diante do exposto, o presente trabalho teve por
objetivo mostrar situações clínicas que direcionam
para a melhor técnica cirúrgica que devemos esco-
lher no dia a dia clínico.

 

Preservação do rebordo alveolar através de membranas não reabsorvíveis

Resumo

Atualmente, a realização de implantes imediatos é reportada na literatura como a melhor e mais rápida
forma de preservar o rebordo alveolar e reabilitar o paciente. Entretanto, a indicação dessa modalidade de tratamento é dependente de diversos fatores, com a existência de um suporte ósseo apical adequado, presença
de tábua óssea vestibular, fenótipo gengival favorável, e outros1,2,5 (Figuras 1-2).
Sendo assim, uma preocupação constante dos profissionais da Implantodontia está relacionada ao tratamento daqueles pacientes cujo remanescente alveolar não atende aos requisitos para uma implantação
imediata4,5 (Figura 3).
Uma opção viável e previsível para preencher essa lacuna são as membranas não reabsorvíveis. Diversos
são os tipos de membranas não reabsorvíveis que estão disponíveis no mercado, sendo a de politetrafluoretileno denso (d-PTFE) uma das mais versáteis e comumente utilizadas3,4,6 (Figura 4).
Pelo fato de não possuir memória, as membranas d-PTFE possibilitam uma individualização (recorte) de
acordo com o caso e região específica do paciente, possibilitando melhor adaptação e manutenção em posição por mais tempo (entre 21 e 30 dias), facilitando e otimizando o processo de neoformação óssea alveolar3,4,6 (Figura 5).
Diante do exposto, o caso clínico a seguir demonstra a forma com que nosso grupo realiza os tratamentos
com a utilização da membrana não reabsorvível d-PTFE.

Tratamento da Atrofia Vertical Posterior de Mandíbula Através de Osteotomia Sandwich: Série de Casos

Resumo: O tratamento dos defeitos ósseos verticais do rebordo alveolar é considerado como um
grande desafio aos cirurgiões, mesmo nos dias atuais. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi
avaliar, por meio de radiografias panorâmicas, o ganho ósseo em altura em sítios reconstruídos
através da técnica de osteotomia sandwich na região posterior de mandíbulas com atrofia óssea
vertical. A amostra foi constituída de 8 pacientes (média de 46 anos de idade), onde foram realizados
11 procedimentos reconstrutivos. Os pacientes foram submetidos a exames com radiografias
panorâmicas no período pré-operatório e após 4 meses da realização do enxerto, nas quais foram
realizadas medições para avaliar o ganho vertical obtido. Os resultados mostraram ganho vertical
satisfatório em todos os casos (média de 5.13 mm). Três pacientes relataram parestesia pósoperatória,
resolvida espontaneamente após 3 meses. No momento da instalação dos implantes,
os materiais interpostos entre os segmentos osteotomizados (osso autógeno + biomaterial)
encontravam-se em processo avançado de incorporação. Um total de 31 implantes foi instalado
nas regiões enxertadas, sendo a maioria com 10 mm de comprimento. Em conclusão, a técnica
de osteotomia sandwich mostrou-se eficaz para ganho em altura, possibilitando a instalação de
implantes de maior comprimento. INT J ORAL MAXILLOFAC IMPLANTS – edição em português 2016;1:278-283.
Doi: 10.20432/jomi278.

REGENERAÇÃO ÓSSEA GUIADA COM USO DE BARREIRA DE MEMBRANA DE d-PTFE (DENSO) E OSSO XENÓGENO BOVINO PARTICULADO VERSUS COÁGULO SANGUÍNEO: AVALIAÇÃO CLÍNICA E TOMOGRÁFICA.

Introdução/Objetivo: Examinar a performance de novos materiais para a reconstrução óssea
em áreas afins dentro da odontologia, baseando-se na análise clínica e tomográfica. A não
realização de procedimentos de preservação do alvéolo pode originar prejuízo estético, não
mantendo o contorno do rebordo, causando reabsorção e desnível ósseo na arcada, levando a
tratamentos de acompanhamento complicados como a falta de estrutura para posterior implante
e um espaço entre o rebordo e a prótese dentomucossuportada.

Resultados: Houve mínima diferença entre os grupos. A presença da membrana proporcionou
uma menor reabsorção óssea e um maior ganho em ambos os grupos. Na análise tomográfica
nas variáveis do grupo dependente, a tábua vestibular teve um ganho significativo de 4,56 mm
no grupo controle e na variável altura do alvéolo o ganho foi de 1,69 mm no grupo teste, nas
outras variáveis em ambos os grupos durante o curso da cicatrização houve uma reabsorção
mínima onde a perda foi ≤ a 1,5 mm.
Na análise clínica avaliação em milímetros de espessura e altura, os dois grupos obtiveram
ganhos, muito por consequência do uso da membrana de PTFE em ambos, onde o aumento de
gengiva ceratinizada foi de 5,00 mm no grupo teste 4,66 mm no grupo controle.

Conclusão: A permanência da membrana PTFE em posição por 21 dias é de vital importância
para o sucesso do tratamento.

UTILIZAÇÃO DA RADIOGRAFIA DIGITAL NA AVALIAÇÃO DE DOIS BIOMATERIAIS EM MOLARES COM DEFEITO ÓSSEO DE FURCA CLASSE II

BRAGA, EFB. Utilização da radiografia digital na avaliação de dois biomateriais em molares inferiores com defeito ósseo de furca classe II.Campo Grande;2015. [Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro Oeste da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul].

 

 

Objetivo: Analisar os defeitos ósseos periodontais (lesão de furca classe ll) através dos dados das imagens digitais obtidas através da técnica periapical do paralelismo e da técnica interproximal, comparando-as, na angulação de 0°, utilizando as ferramentas do Digora® Optime da Soredex. Materiais e Métodos: Para obtenção das imagens foi utilizado um aparelho de raios X da marca Dabi Atlante, onde o exame radiográfico foi padronizado para a obtenção da imagem digital com o maior detalhe, mínimo de distorção, usando o posicionador do tipo Rinn® e uma moldagem de resina das superfícies oclusais dos dentes a serem radiografados, na incidência radiográfica de 0°. O contraste e a densidade foram padronizados com o emprego do software no sistema digital Digora®, que utiliza para a captura da imagem radiográfica o sensor tipo Placa de Fósforo Fotoestimuláveis e leitora a laser. As imagens digitais foram observadas e analisadas em um monitor de computador com o software do Digora®, usando a ferramenta de densidade, após a realização da técnica cirúrgica e o preenchimento na região de furca classe II com dois tipos de biomateriais, foi feito acompanhamento do reparo ósseo através da imagem digital, inicial, 30, 60, 90, e 120 dias, para avaliarmos a qualidade da formação óssea presente na região de furca classe II, dos pacientes envolvidos na pesquisa e elaborar um melhor planejamento, utilizando, ou até mesmo indicando com base no melhor resultado. Resultados: Após o resultado estatístico, obtivemos tanto na incidência periapical e interproximal, não foi observado efeito significativo do biomaterial, nem a interação entre os fatores do biomaterial. Conclusão: Concluiu- se que na radiografia digital não ocorreram diferenças estatísticas da quantificação dos biomateriais no processo de regeneração óssea em tratamento de furca classe II.

 

 

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