Regeneração Óssea Guiada com utilização de Lumina-Bone Cilindro

Regeneração Óssea Guiada com utilização de Lumina-Bone Cilindro

Paciente R.G., masculino, 27 anos, a anamnese ASA 1. Procurou a clínica queixando-se de problemas na prótese fixa do dente incisivo superior direito, com o surgimento de uma fístula na gengiva sobre este elemento.
Ao exame clínico constatamos, mobilidade da coroa, e fístula ativa na altura do ápice dental!
Suspeitamos de fratura radicular, logo requisitamos tomografia cone bean para confirmar a fratura e planejar os procedimentos de implantodontia.
Orientamos ao paciente limpar a fístula com clorexidina 0,12%.
Com a tomografia em mãos verificou-se a fratura radicular vertical, bem como perda óssea acentuada da parede óssea vestibular, impossibilitando a implantação imediata pós exodontia. Então optou-se por regeneração óssea guiada.
Utilizamos como material o Lumina Bone Cilindro; Lumina Bone Porous granulação fina; e membrana Lumina PTFE da Criteria.
O paciente foi medicado pré cirúrgico com Azitromicina 500 mg, um comprimido ao dia por 3 dias iniciando um dia antes do procedimento e lisador para dor de 6 /6 hrs pós-operatório.
Na ocasião da cirurgia a fístula estava cicatrizada!
Realizamos anestesia de bloqueio palatino e infraorbitário, complementada com infiltrativa fundo de sulco; retalho com dupla relaxante preservando as papilas, para visualizar completamente o defeito ósseo durante a cirurgia e o leito cirúrgico.
Remoção atraumatica do resto radicular, ampla curetagem e lavagem do alvéolo para remoção completa da lesão e ligamento periodontal.
Recortamos de acordo com a loja óssea e hidratamos o cilindro ósseo com soro fisiológico e inserimos no alvéolo. Preenchemos os gaps com osso liofilizado Lumina Bone Porous, e finalizamos o procedimento com uma membrana PTFE para completo fechamento da ferida cirúrgica e sutura com fio reabsorvível e mononylon 5.0
Paciente dispensado com orientações pós cirúrgicas e um provisório fixo adesivo.
Após 30 dias. Removemos a membrana e constatamos boa cicatrização.
Após 6 meses requisitamos nova tomografia e verificamos clínica e radiograficamente a formação ou regeneração da parede óssea perdida bem como um ótimo ganho ósseo na região.
Uma segunda abordagem, agora para inserção do implante Arcsys 03 x 13 foi instalado no local, com travamento de 45N. Optamos por não fazermos carga imediata, devido ao implante se encontrar totalmente em osso enxertado.
Caso ainda em andamento.
Confira a galeria.

Dra. Catiane Beiersdorf

Cirurgiã Dentista (UFPEL 2001)

Rio Grande do Sul – Brasil

AUMENTO OSSEO VERTICAL EM REGIÃO ANTERIOR DE MAXILA

AUMENTO OSSEO VERTICAL EM REGIÃO ANTERIOR DE MAXILA

Introdução

Um volume ósseo adequado é pre-requisito para um prognóstico favorável em implantodontia, porém, alguns paciente se apresentam com pouca disponibilidade óssea, impedindo o posicionamento tridimensional  ideal do implante. A regeneração óssea guiada (ROG) se provou uma técnica previsível com resultados consistentes para o sucesso em
aumentos ósseos verticais e horizontais.
Durante muito tempo, a membrana de e-ptfe com reforço de titânio foi a barreira de escolha para criação e manutenção de espaço, todavia, o
procedimento de ROG não se limita apenas a membranas de ptfe reforçadas, e podemos encontrar na literatura casos de sucesso utilizando telas de titânio associadas ou não a membranas de colágeno.
A previsibilidade na ROG se deve em grande parte a evolução na ciência dos biomateriais, mesmo assim, o aumento vertical da crista óssea permanece sendo um desafio potencial pela complexidade na
manipulação do tecido mole. A combinação de osso inorgânico bovino com osso autógeno tem se mostrado eficiente para aumentos verticais em
maxilares severamente atróficos, e a explicação por trás dessa mistura se da pelo fato de o osso autógeno suprir o enxerto com potencial osteoindutor, enquanto as partículas de hidroxiapatita agem como
armação para criação e manutenção do volume.

 

Relato de caso

Paciente EFS, 46 anos, sexo feminino, com queixa de alteração  estética em prótese adesiva dos elementos 21 e 22 (fig. 1). Ao exame clínico, verificou-se a deficiência tecidual, com perda da dimensão horizontal no rebordo remanescente dos elementos supracitados

Fig. 1 Aspecto clínico inicial

A deficiência clínica foi comprovada com o exame tomográfico volumétrico que comprovou não só a perda horizontal de osso alveolar, como perda vertical em região interdental dos elementos a serem reabilitados (fig.2), o que possivelmente prejudicaria o resultado estético final devido a ausência de papila interdental.

Fig. 2 Aspecto tomográfico, evidenciando perda óssóssea vertical em região interdental dos elementos 21 e 22

Desta forma, após aprovação da paciente, seguiu-se ao planejamento de aumento vertical, para criação de uma base óssea para uma futura papila.
Sob anestesia local (articaina 4% com adrenalina – Nova DFL), a prótese da paciente foi removida (fig. 3), e uma incisão deslocada vestibularmente foi realizada com uma lamina de bisturi 15c. Duas
incisões relaxantes vestibulares realizadas dois dentes distantes da área a ser abordada (fig. 4). Duas incisões relaxantes palatinas foram promovidas, um dente além da área abordada, para facilitar a
manipulação tecidual. Descolamento delicado dos tecidos vestibular e palatinos foram realizados, e o nervo nasopalatino deslocado do canal
incisivo (fig. 5). Uma incisão subperiosteal foi realizada no fundo de vestíbulo para liberação da mucosa vestibular e o tecido tracionado até a
borda incisão dos dentes adjacentes para testar a passividade (fig.6).

Fig. 3 Aspecto Clínico após remoção da prótese

Fig. 4 incisão deslocada vestibular associada a duas relaxantes,

Fig. 5 deslocamento do nervo nasopalatino do canal incisivo

A corticotomia foi realizada com a fresa do kit de enxerto (fig. 7), para permitir a nutrição do enxerto, o qual constitui de partes iguais de lumina bone porous large® (Criteria Biomateriais) e osso autógeno (fig. 8), removido do ramo mandibular por meio de uma broca coletora (Bullet Colector – Criteria Biomateriais).
Esta mistura foi confinada em uma tela de titânio adaptada para a região (fig.9)
(Lumina Grid MacroMesh – Criteria Biomateriais) e protegida por membranas de colágeno natural
Fig. 4 incisão deslocada vestibular associada a duas relaxantes, Fig. 5 deslocamento do nervo nasopalatino do canal incisivo (fig. 10) (Lumina Coat Double Time), para promover o princípio de exclusão celular.

Fig. 6 teste de passividade dos tecido moles

Fig. 7 corticotomia na face vestibular do emanescente ósseo

O Fechamento primário passivo da ferida cirúrgica foi realizado com suturas do tipo colchoeiro horizontal, na região sobre o enxerto e Fig. 6 teste de passividade dos tecido moles
Fig. 7 corticotomia na face vestibular do remanescente ósseo pontos simples, em toda extensão da ferida e incisões relaxantes, com fio de PTFE 4.0 (fig. 11).
Após 9 meses, não houve exposição do material ou complicações, e no rx de controle, verifica-se o ganho vertical (fig. 12).
Foi solicitado à paciente uma nova tomografia volumétrica para planejamento dos implantes e continuação do tratamento

Fig. 8 Mix de osso autógeno particulado e Lumina Bone Porous Large

Fig. 9 Estabilização da tela de titânio – Criteria Lumina Grid Macro Mesh

Fig. 10 Proteção do enxerto com membranas de colágeno sobrepostas – Lumina Coat Double Time

Fig. 11 Sutura em colchoeiro horizontal e pontos simples com fio PTFE 4.0

Fig. 12 Aspecto radiográfico após 9 meses

Conclusão: 

A utilização da ROG para ganhos ósseos verticais é um procedimento previsível porém requer uma curva de aprendizado, dada a sua sensibilidade.
A utilização de Lumina Bone Porous Large se mostrou eficaz para o procedimento, permitindo a manutenção do arcabouço ao longo dos 9
meses de acompanhamento da referida paciente e sua utilização em conjunto com osso autógeno se mostra uma mistura eficaz para reconstrução de defeitos críticos, seguindo os princípios da ROG.

SERGIO CHARIFKER

SERGIO CHARIFKER

Mestre em Implantodontia

Coordenador de curso na Soepe

Melhorando o perfil ósseo utilizando Lumina Bone Porous granulação small e Lumina Coat Double Time

Melhorando o perfil ósseo utilizando Lumina Bone Porous granulação small e Lumina Coat Double Time

A exodontia é uma operação comum em cirurgia oral, sendo associadas
à perda do osso alveolar, que ocorre tanto por mecanismos fisiológicos como
iatrogênicos, assim sendo, nenhuma técnica de exodontia é completamente
atraumática (Weiss et al 2011, Chappuis et al 2015, Bosun et al, 2018). Este
relato de caso clinico tem como objetivo, demonstrar a utilização de
biomateriais de origem heterogêneo (Lumina Bone Porous granulação small) e
membrana de colageno não reticulado do tipo 1 e 3 (Lumina Coar Double
Time), no intuito de reaver o perfil ósseo necessário para recobrimento total
dos implantes, bem como melhor conformação da espessura óssea, diminuindo
as alterações danosas na região próxima ao elemento dental, oferecendo
melhor estabilidade na manutenção da parede óssea vestibular e tecido mole
adjacente, para instalação imediata de implantes osseointegrados.

 

Relato de caso

Paciente CS, 44anos, tem ausência dos elementos 12, 13, 22 e 24, foi
submetida a cirurgia de inserção de implantes em substituição de cada

ausência com implantes de tamanho 3,5mmX11,5mm.
Mediante a descorticalização da parede óssea vestibular das regiões, utilizando broca 

esférica carbaide FG1, no qual, devido a atrofia óssea das regiões, realizamos

a reconstrução do perfil ósseo, preenchendo e recobrido com enxerto ósseo
heterogêneo, Lumina Bone Porous granulação Small umectado com soro

extraído do sobrenadante das membranas de PRF (Castro et al., 2017),
seguido de recobrimento com membrana de colageno não reticulado tipo 1 e 3,Lumina Coat Double Time, em sequência submetemos a adaptação de
membranas de plasma rico em fibrina (PRF). Foi instalado uma prótese parcial

removível provisória para adaptação inicial dos tecidos. Após 6 meses,

realizamos a reabertura, para realização de restaurações implantossuportadas
provisórias, com intuito de formar o perfil de emergência.

Conclusão:

Com base na literatura, em relação ao caso clinico apresentado podemos
concluir que a utilização de Enxertos ósseos de origem heterogênea, torna
possível a manutenção da estrutura adjacente ao elemento dental extraído,
mesmo em situações de maior complexidade para estabilidade do complexo
periimplantar.

Leandro Lecio

Leandro Lecio

Cirurgião Dentista

Doutorando em Periodontia – UNG
Mestre em Implantodontia – UNG
Consultor Cientifico Criteria Biomateriais

Criteria Biomateriais

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